Será que está tudo bem errar?

– 22 de junho de 2022. 

Acredito que não! Porém, sabemos que é preciso nos adaptar com mais frequência que no século passado e isso, eventualmente, vai nos levar ao erro. Neste sentido, digo que precisamos estar seguros para falhar porque se estamos fazendo algo novo, falhar faz parte do processo de aprendizagem.

Durante a pandemia, em que foi preciso reagir de forma diferente ao que estava consolidado no mercado, muitos de nós fomos resilientes e desenvolvemos ou melhoramos o poder da inovação.

Mas isso não é uma situação exclusiva do atual momento. Diversas empresas tiveram de se reinventar ao longo de sua vida. Começaram com um modelo de negócio e, conforme o mercado foi mudando, souberam se adaptar.

IBM, 3M e a Bosch são grandes cases de empresas que souberam se ajustar a novos modelos de negócio. Hoje, elas atuam em mercados diferentes do proposto inicialmente em suas fundações.

Domínio do modelo de negócio

De forma empírica, penso que no século passado, um modelo de negócio podia durar uns 60 anos, ou seja, eram 30 anos para crescer naquele mercado e 30 anos para conseguir extrair ganho dele.

Por isso, era difícil promover alguma mudança de forma mais acelerada no modelo de negócio. Afinal, tinham pessoas que nasciam e morriam dentro daquele padrão e por não conhecerem outro modelo na vida, num determinado momento, elas realmente tinham um domínio sobre aquela dinâmica.

Contudo, hoje em algumas áreas e/ou empresas, o tempo de duração de um modelo de negócio é de 20 anos. Soma-se a isso, o fato de muitas pessoas não terem mais disposição para ficar por toda vida numa mesma empresa.

Portanto, o ciclo é bem menor. Por essa razão, precisamos estar mais abertos ao risco que a mudança traz.

Ciclos curtos e pequenas sondagens

Dentro desse ambiente onde a mudança é mais frequente, é imprescindível que sua empresa tenha um portfólio de negócios testáveis. Com isso, ela tem a oportunidade de sondar várias ideias ao mesmo tempo, com foco no aprendizado.

Neste cenário, acredito na ideia de trabalhar em ciclos curtos e fazer pequenas sondagens. Aqui, precisamos de restrições para evitar perdas irrecuperáveis quando houver falhas; restrições que habilitem uma sondagem segura.

Seguro para falhar

Assim, fazendo pequenas sondagens e trazendo melhoria para dentro do sistema de forma evolutiva, cria-se um ambiente seguro para falhar dentro de restrições pré-estabelecidas. Tais restrições podem ser prazo, custo, leis, acordos sindicais, entre outras.

Não é produtivo ter uma cultura de valorizar ou aplaudir o erro porque isso pode gerar multas, falir empresas e até matar pessoas.

Nesse sentido, é preciso saber quais mudanças podem alterar o sistema e como podemos monitorar o impacto dessas mudanças (seguro para falhar).

Tão importante quanto trabalhar de forma segura para falhar, é conseguir responder: tendo sucesso, como é que eu amplifico isso? E se não tiver sucesso, como é que eu me recupero?

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