O que é ágil para você?

– 12 de julho de 2022.

Este questionamento para um agilista, é o mesmo que perguntar “qual o limite do humor?” para um comediante. A depender do agilista, assim como, do comediante, a resposta será diferente.

Nesta tentativa de conceituar o que é, para alguns, o ágil é sobre pessoas, autonomia, diversidade, empoderamento, mas, para outros, ágil é trabalhar em Squad, rodando em Scrum e escalando com SAFe.

Porém, para mim, o ágil é um meio para um fim. Isto tem forte relação com a capacidade de adaptação e com um olhar voltado para os negócios e não somente para métodos e frameworks. Inclusive, não me vejo como um agilista. A agilidade é, portanto, uma das minhas habilidades.

Linha do tempo

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Na década de 1990, houve uma explosão no desenvolvimento de software.

Com o entendimento de que a dependência dos softwares seria cada vez maior, as empresas desenharam um sistema de governança em cima do que estava funcionando em outras indústrias, como o PMBOK.

Em paralelo a isso, um pessoal que tinha muito mais experiência em desenvolvimento de software e um olhar diferenciado para alguns estudos da década de 80, criou o que chamamos de métodos leves. Dentre eles, os que ficaram mais famosos no Brasil foram o Scrum e o XP (Extreme Programming). 

No início dos anos 2000, estas mesmas pessoas realizaram um encontro e lá emergiu o Manifesto Ágil. Entre 2001 e 2010, a agilidade cresceu muito dentro da TI.

De 2010 para cá, já na terceira década, o ágil começa a sair de dentro dos times de TI e avança em outras áreas da empresa, estimulando uma agilidade mais organizacional. Neste sentido, começamos a espalhar a agilidade e lidar com dependências (escalar).

Agora entramos numa outra década, em que começamos a falar sobre agilidade nos negócios. É neste momento que acredito que pensamento sistêmico e de complexidade farão a diferença ao promover o Business Agility.

Pensamento Sistêmico

Todos nós fomos criados dentro do pensamento analítico, isto é, dentro de “caixinhas”. Na escola, por exemplo, a “caixinha” da matemática, a “caixinha” da biologia, a “caixinha” da física.

No ambiente de trabalho, a “caixinha” do financeiro, a “caixinha” do marketing, a “caixinha” do TI. Esse pensamento nos trouxe até aqui e foi útil para a evolução do ser humano.

Contudo, acredito que temos que dar um novo passo. Entender que o todo, não é simplesmente, a soma dessas partes. É algo maior! Afinal, o pensamento sistêmico estuda e avalia as interações das instâncias envolvidas na situação.

Um exemplo disso é o sistema de contratação de uma empresa. No pensamento analítico, a ideia de quem é responsável por contratar um profissional é do Recurso Humano. Já no pensamento sistêmico, todos os setores estão envolvidos de alguma maneira.

Complexidade

Neste contexto, eu entendo o complexo como uma situação em que a resposta não é conhecida e considerar exemplos passados, não permitirá resolver o presente/futuro. Existem, no máximo, hipóteses e, a partir delas, avanço e aprendo.

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Fonte: Cynefin

Aqui, é preciso sondar ideias, conseguir entender se errou (métricas de acompanhamento) e, ao falhar, ser capaz de sobreviver (seguro para falhar).

A agilidade evoluiu. Hoje, acredito que precisamos de líderes com um olhar para o negócio: pessoas que sejam capazes de entender o contexto/cultura em que estão inseridas. E que estes líderes, por meio do pensamento sistêmico e da complexidade, possam ajudar as empresas a se adaptarem para os desafios do dia a dia, de forma evolucionária e não disruptiva.

E para você, o que é ágil?

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